loading

Show info
MM Arquitectos

Serena Villas

Hotel Polana –  Maputo

4.810 m2

Equipa Técnica
Maria Menezes
Ana Castro, Ana Peral, Matilde Burguete, Francesca Borghi

Início de Projecto
Dezembro 2016

A área de intervenção localiza-se na cidade de Maputo, fazendo parte do terreno do Hotel Polana, na Av.

Ver projecto completo

Projecto Anterior
Próximo Projecto

Serena Villas

Hotel Polana –  Maputo

4.810 m2

Equipa Técnica
Maria Menezes
Ana Castro, Ana Peral, Matilde Burguete, Francesca Borghi

Início de Projecto
Dezembro 2016

A área de intervenção localiza-se na cidade de Maputo, fazendo parte do terreno do Hotel Polana, na Av. Julius Nyerere. Contem aproximadamente 4810m2 de área. O terreno existente desenvolve-se num declive cuja diferença do ponto mais alto, para o ponto mais baixo é de cerca de 15 metros, usufruindo de vista para o mar. O novo edifício, “Serena Villas”, compõe um masterplan do qual fazem parte oito habitações de tipologias T1 (2 unidades) e T2 (6 unidades), um edifício de garagem e um edifício de serviços.

As construções deverão estar integradas nas zonas verdes, sem criar impactos visuais de grande escala. As coberturas serão verdes, funcionando como prolongamentos visuais dos jardins adjacentes.

O terreno será modelado em três socalcos que acomodam três bandas de habitações, existindo um grande cuidado no estudo das cotas de implantação e das alturas das construções, para que as habitações dos níveis mais baixos não quebrem a vista a quem se encontra nas habitações superiores. Assim, a vista para o mar é uma prioridade constante conjugada com os espaços verdes.

Criou-se uma rede de percursos exteriores pavimentados que fará a ligação pedonal entre os vários acessos ao terreno e às habitações. Mater-se-á a ligação ao Hotel Polana e à piscina através de dois percursos principais também com escadas, marcados pela presença de uma praça e de um pátio (pontos de referência de grande importância onde a água estará presente).

À semelhança do Polana Mar, optou-se por uma imagem de edifícios em banda “desfragmentados”, que acompanham as curvas de nível do terreno. Assim, para além das habitações se movimentarem mais para a frente ou mais para trás, foram desenhadas em módulos que também estes se movimentam de acordo com as necessidades programáticas, criando um efeito dinâmico nos alçados.

Com o objectivo de unificar todo o conjunto, as habitações apresentam coberturas verdes, e uma testa contínua sempre à mesma cota, dentro da banda a que pertencem.

As habitações de tipologia 1 e 2 apresentam desenhos e lógicas de organização interna muito semelhantes.

O acesso principal é marcado por um volume vertical que funciona como exceção à regra, sendo o único que excede em altura a testa continua da cobertura.

A entrada em casa é feita para um espaço de circulação, que faz parte da área da sala de estar, que se apresenta como um dos módulos “recuados”, e com total continuidade ao exterior através de grandes janelas de sacada de correr. Isto vai permitir a existência de uma área de estar exterior coberta.

A sala de jantar é autónoma da sala de estar e comunica com esta através do volume vertical de luz zenital. É também um dos módulos recuados, de modo a criar uma zona exterior coberta para refeições.

A partir das áreas de refeição, interior e exterior, existem dois acessos directos à cozinha.

A cozinha faz parte de um módulo de serviços, composto ainda por uma pequena instalação sanitária de staff e a comunicação ao exterior (entrada de serviço). Este módulo avança no sentido contrário aos anteriores, de modo a criar um espaço exterior coberto de serviço nas traseiras.

A área privada da casa compõe um módulo que avança para que os quartos (todos suites) venham “espreitar” a vista para o mar, todos com jardins e varandas exteriores. O acesso aos quartos é feito na continuidade do espaço de circulação da entrada principal, através de um corredor com grandes envidraçados, onde o muro de contenção participa visualmente no limite da habitação.

No caso das tipologias 1, existe apenas o quarto principal.

No que respeita a materiais, as platibandas e os muros de contenção serão em betão à vista, os volumes verticais serão em pedra e as restantes paredes dos módulos serão rebocadas e pintadas a tinta branca. As portadas, bem como as portas de entrada e dos armários serão em madeira e as caixilharias serão de alumínio cinza antracite. Os pavimentos interiores das zonas privadas serão em madeira e nas zonas públicas como a sala e sala de jantar serão de travertino, prolongando-se para o exterior. A vegetação é um importante “acabamento”, não só nas coberturas ajardinadas, mas também na criação de cortinas de cabos de aço com trepadeiras em determinados pontos.

Uma vez que a área do terreno é grande e existirão 8 habitações, prevê-se a construção de uma garagem de apoio a estas, com capacidade para 15 viaturas, totalmente enterrada no declive do terreno.

Na parte superior do terreno, junto à entrada de emergência, será criado um edifício de serviços e áreas técnicas. Este edifício, com planta em forma de L, aproveita os muros existentes para criar um pátio interior, afastando dos clientes todas as instalações técnicas necessárias.